Como a RPA deve evoluir no mercado financeiro nos próximos cinco anos

Quanto mais as organizações permitem-se olhar para o futuro, mais claramente enxergam que a Automação de Processos Robóticos (RPA) é um componente chave para melhorar a eficiência e a efetividade do negócio.

Assim, com essa visão, a RPA deve evoluir nos próximos anos dentro do mercado financeiro e se tornar mais inteligente e dinâmica. Para isso, as estratégias de bancos e outras instituições seguem no caminho de utilizar a automação para promover melhorias internas tanto em produtos quanto em serviços e, assim, entregar soluções da mais alta qualidade aos seus públicos.

Ainda que a RPA possa ser encontrada em todos os mercados e indústrias, os maiores adotantes são os bancos, as empresas de seguro, as companhias de telecomunicações e as fabricantes industriais, sendo que todas o fazem com os mesmos objetivos: acelerar a Transformação Digital, reduzir custos e garantir melhor posicionamento de mercado.

Inicialmente, essa tecnologia foi desenhada para funcionar a partir de scripts e regras configuradas, mas o que se espera com relação aos próximos passos é que haja um maior dinamismo e aprendizado baseado em ações humanas. Ou seja, estamos falando de computação cognitiva.

A partir dessa tecnologia, os robôs podem operar qualquer software em qualquer lugar do mundo e executar as mesmas ações que um humano, porém sem a capacidade de julgamento. Ou seja, é justamente a função que muitas pessoas exercem a partir de suas mesas em grandes centros empresariais e escritórios de organizações do mercado financeiro: replicar processos repetitivos.

Então, por que não colocar máquinas para efetuar essas ações a um custo e risco menores e destinar essa mão de obra humana para atividades mais estratégicas e que agreguem valor à instituição?

Porém, esse cenário relatado anteriormente já é uma representação do que acontece dentro de empresas de todo o mundo, ou seja, o uso de softwares em larga escala já é rotina. Assim, para os próximos anos o foco da RPA com computação cognitiva no mercado financeiro está voltado para o uso mais inteligente e estratégico das máquinas, de forma que elas possam fornecer orientação e assistência confiável aos funcionários e em tempo real.

Ou seja, o objetivo é usar a RPA para obter impacto positivo diretamente nas operações, no posicionamento de mercado e, consequentemente, na receita. Para isso, tal tecnologia deve ser alimentada com dados minerados que permitam executar atividades ágeis e precisas, bem como elaborar uma análise preditiva confiável do mercado.

Assim, são motivos como esses que fizeram com que empresas de todo o mundo passassem a utilizar RPA. Além disso, é uma solução que demanda pouco tempo e complexidade para ser implementada quando comparada a outras plataformas de gerenciamento de processos.

Portanto, especialistas creem que RPA é o caminho natural para levar e expandir o uso de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning dentro das instituições. Um recente estudo realizado nos EUA indicou que os principais fatores que garantem sucesso a essas iniciativas são o entendimento a respeito de negócios automatizados, possuir um planejamento adequado e ter um fluxo de trabalho simples para operar.

Por outro lado, os principais motivos que levam à falha são a complexidade e falta de clareza dos processos bem como a falta de compreensão a respeito do fluxo a ser automatizado.

Por fim, como sempre reforçamos em nossas comunicações, vale citar que por mais que o tema central se desenvolva em torno da tecnologia, o objetivo deve ser no sucesso do negócio e das pessoas.

Portanto, mais do que implementar a Transformação Digital, as empresas devem se preocupar com a participação dos colaboradores e envolver outros departamentos para que juntos desenvolvam uma cultura organizacional sólida e baseada na inovação.